sábado, 17 de fevereiro de 2024


Esta é a casa onde regresso, 

sempre que o mar é revolto e perigoso.

Quando a lua se oculta, quando o sol se nega a brilhar, 

é aqui, entre estas paredes, que consigo respirar.


Secam as fontes, apagam-se as fogueiras,

nada reluz, tudo é negro, nada mais que o som do breu, 

 é triste o odor, a memória também,

porém, há uma força ténue que resiste.

 


Lá fora, no caminho de pedras soltas, 

tropeço nas palavras, tombo, soluço, rezo.







 

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

E...aguardo que o tempo mude,
que as pessoas cedam de si aos outros...só um pedacinho!
E...acredito numa melancolia dormente que o que escuto
não passam de enganos interpretativos meus...
E...que afinal há um ingrediente secreto e terno em cada pessoa,
só porque acho que mereço,
que de quando em vez me ofertem afagos e abraços...
E...sonho com os sorrisos raros, 
com a cordialidade sem cobrança...
E...acredito que não sou só lamechas e chorona,
que me emociono com a chuva,
que o sol que bate nos telhados
me goteja lágrimas de felicidade...
E...acho que sou mais junco que árvore,
embora me encantem as copas dos plátanos...
E...sou infinitamente mais frágil do que gostaria
Infinitamente mais frágil...
Porque me doem as palavras...
Porque me doem as indiferenças...
Porque me doi tudo aquilo que não digo...

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Há um suspiro profundo que me acompanha ...
 assim como um amigo imaginário que sopra oxigénio nos meus pulmões e leva a angustia para longe!
Gosto da calma urgente que se instala então...
Vivo entre um mundo que não se vê e um estado terreno, absoluto de bulício alucinante...
Escapo-me por entre os pingos de chuva e esbarro-me de pensamentos nas beiradas dos telhados,
 suspensa,
 absorta,
 desatenta,
 e a amizade imaginária entre os pulmões e a alma,
 acorda-me entre o suspiro e o grito...
Há uma simplicidade intensa, inebriante, nas minhas pequenas coisas,
 na cor das árvores, na forma fugidía das lagartichas, nas conversas anónimas de banco de jardim, a frescura da água na garganta quando me invade a sede, a  voz de quem me quer bem, 
 no entanto aparento-me ausente,
 desatenta,
 suspensa,
 absorta...
 entre o suspiro de angustia e a calma do grito...
 mas olho nos olhos de todas as coisas...
 conheço de cor o nome de todas as cores...



sábado, 17 de novembro de 2012

Balouço de árvore...

Quando  levados a teste os meus limites e com o avançar dos anos, soam-me cada vez melhor as palavras "zona confortavel"!
Quando a carga emotiva e o stress se combinam sinto amiúde que é necessário "fugir de mim" ainda  que por curtos instantes...
Há a necessidade de abrandar a respiração, de "vazar" o olhar e fixar a mente numa espécie de doce limbo que em "amornando" me dá um colo sinistro e ao mesmo tempo salutar...
É um lugar que posso chamar de "só meu", a que mais ninguém acede e onde a capacidade de resistencia se reforça a golos generosos de realidade pura.
Há aqueles que necessitam de uma palavra especial e eu não fujo á regra, mas nada me consola melhor a alma que este "balouço de árvore" numa floresta de pensamentos, onde me sento  fechando os olhos, sentindo a luz de uma réstia de sol perdida por entre o meu universo e o dos outros.
Gosto deste momento egoista, é nele que energizo, que me puno, que me repenso, que me refaço, que me reforço, que reinvenvento quando me parece que o mundo desaba...
Em cada pessoa há decerto um lugar assim!
Paraíso/inferno, o que quer que seja, ou talvez só um local de encontro com o "eu" que tantas vezes se perde no meio das multidões...

sábado, 20 de outubro de 2012

Fragilidades

Fragilidades são "locais"da alma onde dói tocar.
Cada pessoa tem a sua lista negra, como que um hematoma permanente, entre o arroxeado e o verde escuro, que lembra , ou não permite que se esqueça, que se é particularmente delicado, poroso, em suma...frágil.
Gosto de imaginar que somos uma espécie de "preciosidade", entre o cristal quebrável e a água que teima em se esgotar das fontes . Não nos damos grande importancia e de facto só temos a que nos é devida, mas é um universo questionável este o do "valor", que fica talvez situado entre o muito e o pouco, sendo que poderá ainda estar entre o pequeno e o enorme...
Somos definitivamente ténues e ás vezes conseguimos a proeza de nos caber alguma pequenez de idéias que deteriora o nosso "estado de coisas"...no entanto arrasamos muros,  demolimos convenções que nos oprimem e apresentamo-nos de um tamanho gigantesco na vontade de mudar, de ser-se cada vez melhor...
Dias há em que a aragem nos verga, outros em que o vendaval nos fortifica e eu gosto desta inconstancia, gosto da nossa maleabilidade, afinal a fragilidade permite uma sensibilidade maior, uma noção mais real de tudo, da relatividade das grandes questões e da certeza das pequenas e preciosas.
Fragilidades são politicamente incorrectas mas legitimas e reais.
Gosto de conjugar  junto com o verbo "ser" a palavra frágil...humaniza-me e desmistifica os outros, melhor dizendo... relativiza nunca criando fosso mas unificando!
Somos frágeis e isso não é de todo grave mas absolutamente maravilhoso!

domingo, 12 de agosto de 2012

Quem não "vive" não entende...
e quem não tropeça...não pode saber o que significa"levantar do chão"...
Dou comigo a pensar que de uma forma quase imparcial entendo,
os sorrisos, 
cada trejeito de rosto, 
cada olhar distante, 
cada dentada em pedaço de pão,
o sabor da tristeza,
o calor de uma gargalhada em dia de chuva sem sol!
Não me formei em assunto algum, mas conheço as emoções.
Sei de cor as memórias de quem não esquece o medo...e entendo-o...
Conheço a brisa das palavras carregadas de significados mudos ...e entendo-os...
Não tenho passado pela vida com leviandade pelo ser humano que existe nos outros,
pelo seu mundo maior ou menor...e entendo-o...
Afinal ninguém é tão imensamente diferente...
Ás vezes parece-me que já vivi várias vidas, não no sentido reencarnador de almas,
mas sim no sentir dos outros que não me é estranho...
Quem vive observando o mundo pode ...entende-lo,
nas suas calçadas de pedra pisoteadas por cegos de bengala em punho que gritam desesperos,
nas soleiras das portas onde se desfiam histórias,
nos bancos de jardim onde se perdoam na velhice aqueles que deixaram de amar,
nos lares onde a solidão se exorcisa em momentos de esquecimento ataráxico...
Porque eu já fui cego e desespero...
Porque escutei os contos de quem já se alongava na história...
Porque não sendo velha, os meus olhos atraiçoam a minha idade e pesa-me nas rugas o abandono alheio...
e fecho o meu rosto para que o medo não entre...olhando o vazio...
Talvez haja quem nasça para ver, escutar e sentir o mundo desta forma dolorosa e ao mesmo tempo gratificante,
afinal entender os outros é perceber-me,
é aceitar-me...é saber que apesar de imperfeita, imperfeita e nunca perfeita,
amo a dádiva que é ...entender os outros...



sábado, 28 de julho de 2012

Não sei porque me constrangem elogios, parece que em mim só existe o hábito de palavras menos caras de valor, como se as tivessem colocado  tal e qual  um "anuncio" de dentifrico...
Rejubilo e logo me coíbo de sorrir, afinal as palavras boas são também "um lugar escuso"...
Mea culpa...posso sempre ditá-las em voz alta ao vento para que ele as carregue de retorno, que me abrace com elas ... 
Ás vezes há em mim uma saudade tenebrosa, contorcida, quase arbórea, de raízes imensas e medonhas, de palavras que me adocem o ego...
Não sei porque me constrangem emoções se afinal é delas que me alimento numa sofreguidão silenciosa...
Não sei porque gosto tanto de palavras adoçadas a mel com aroma de gengibre e pensamento "frondososamente"colorido, morno e terno...
Abomino a minha timidez amando-a no entanto...é ela que me confere a melancolia do sentir... é ela que me dá coragem...é ela que me faz contudo... sorrir!

sábado, 14 de julho de 2012

  Não sou entendida em nada...
Assemelho-me a um cerzido em tecido frágil no entanto a linha forte e robusta...
A carvão desenhado, há uma forma de gente que costura a vida em pedaços agarrados a medo...
E cada pedaço é-me precioso.
  Não sou entendida em nada,
excepto em emoções que ninguém entende...e remendo-as á minha roupa,
 ao meu tecido rasgado,
 ao meu cerzido a sangue...
Gosto das minhas lágrimas quando elas se me permitem,
lavam de mim a fuligem dos pensamentos tristes e,
sento-me na penumbra da copa das árvores  costurando folhas verdes de esperança...
  Não sou entendida em nada, 
mas agarro cada gota de chuva com amor e braços inteiros...

sábado, 7 de julho de 2012


Apetece-me sempre escrever sobre tudo e sobre quase todos sem claro, ferir ninguém porque não são essas as emoções que me movem.
Não é fácil ter um jorro contínuo de letras agrupadas em palavras que me bailam no cérebro, na alma...sem lhes dar sentido.
Não sou do género que passa impávida ao que me rodeia, ao que escuto, ao que vejo, ao que interpreto e principalmente ao que sinto nos outros.
Armazeno as minhas "imagens"não sei bem como, porque o seus "espiritos livres"me assomam como que de uma porta entreaberta e me acenam sorrindo...mesmo as "imagens" tristonhas que trazem lágrimas nos olhos... ainda assim sorriem.
Sinto um prazer enorme quando "vivifico" os meus pensamentos, num libertar de nó na garganta, numa gargalhada sonora, ou num cepticismo quase mudo, numa duvida constante sobre quase tudo... e num gostar de mim egoista que poucos entendem.
No entanto, calam-se-me muitas vezes as mãos porque falar através das palavras é também um exercicio que embora terapeutico pode ser devastador...
Alimento com doçura alguns dos meus temores como se se trassem de "tesourinhos" pois libertá-los é ficar mais sózinha.
 Acredito que quem escreve seja o que for, desde que vindo de dentro de si com emoção, sofre...como quem pinta um quadro "afeiçoado" e depois o vende...fica-se mais pobre e há nisto tudo um egoísmo terno.

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Eric Clapton - Wonderful tonight

Tempos e emoções

Cada minuto,
é um só minuto...
Porque cada segundo de tempo se vive á medida que passam,
um após o outro,
naquela cadência que não faz cedências,
numa teimosia intemporal,
sem pressas,
indolente,
vencendo a barreira das vontades...
Há verdades imutáveis,
e a verdade de amar é imortal,
o que nos nasce em sentimento não perece,
é incontornável...contém em si todos os segundos do mundo,
todos os minutos da sua verdade ...
A verdade ,
minha,
absoluta...é de que te vou amar cada "tempo" que o" tempo"do amor  me quiser dar...
E porque a tua tranquilidade e paz me tiraram o medo,
 seja o que for,
um dia só, ou um universo inteiro de tique- taque ,
as minhas emoções são as mais nobres ,
o afecto mais puro,
a amizade mais cumplice,
a ternura mais quente,
o carinho mais forte,
o companheirismo mais leal,
e o calor dos momentos mais escondidos ,
indizivelmente bom,
numa troca de pele que arde em  chamas ,
em labaredas que não apetece controlar...
Não importa adivinhar o tempo,
que passe como tiver que passar,
e se um dia ,num minuto ,num segundo do espaço,
a labareda acabar...resta-nos ainda um mundo bom de sentimentos eternos,
que compoem a fidelidade do elo...
O maior de todos os sentimentos ,
o elo primeiro...
A amizade...

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Medo e querer

Nenhuma rima me faz sentido,nenhuma frase me enche a alma  ,nenhuma canção é suficientemente bonita pra te cantar ...
Tudo me parece incerto,e  tudo é tão possivel...
Vejo-te em cada rua,em cada estrada ,em cada caminho meu...
Sinto-me qual miuda que espreita por entre a cortina da janela,com suspiros no peito...
Aquele metro de espaço que nos manteve quedos ,que nos manteve intactos ,de afectos e afagos,
nas horas lunares,deixou-me na boca o gosto a pouco,
e na vontade ,o querer mais...
E corriam em mim pensamentos que raiavam o insano,e na pele o frio do medo, do toque rejeitado...
Não me reconheço mais ,a idade tirou-me o impulso,
deixou-me a coerencia...mas cá dentro há aquela mesma inocencia ,num sonhar descombalido,
de um querer-te desinibido,sem regras ou tabu...
No meu medo só existem os teus possiveis "nãos"que não tenho vontade de escutar ,
e apeteceu-me arrancá-los um a um,
enquanto te via os gestos,o sorriso bonito,a pele dourada...
Como me senti danada,por ter tanto receio,e tão feliz por me conter ...
Afinal querer muito não é sinónimo de querermos ambos,
e por sermos parte do mesmo filme,de em nós haver uma flor selvagem,
nada me é certo e sabido...
Tenho-te na vontade dos meus segredos,
fiquei-me contigo inteiro nos  sentidos...

terça-feira, 29 de março de 2011

quinta-feira, 17 de março de 2011

Os sentimentos vão para lá da idade...são eternos!

Como é que uma das questões essenciais e vitais do ser humano ,continua cheia de tabus e regras desmesuradas,que complicam a vida de todos !
Que técnicas estranhas conseguimos inventar para nos fazermos tão infelizes e aos outros!
Percebi há muito tempo que os Pais são supostamente assexuados,pelo menos em alguns continentes deste planeta,e se juntaram sabe-se lá com que técnica para nos trazerem a este mundo!!
"Mães e pais não têm pipis funcionais",este é o pensamento cinzento ,que nos incutiram sobretudo através da castração que alguma religião fez ao universo!
A situação piora á medida que os filhos se tornam adolescentes,porque quando se dão conta da quantidade de coisas "proibidas e prazenteiras"que podem praticar,entendem que lá por casa também os papás têm libido...e é muito confuso e constrangedor,até porque ainda não se fala muito deste assunto!
As reuniões escolares são um dos locais onde melhor se entende que toda a tecnologia avançada,avança lares adentro...mas de "pipis"não se fala!Esta tecnologia vem calar ainda mais o diálogo sobre questões de intimidade que por mero acaso já era de uma escassez como água no deserto!
Tive e tenho a sorte de ter uma mãe muito pouco vulgar...sempre me abriu as portas á conversa sobre esta matéria!Verdade seja dita que não avançou muita tecnologia moderna casa adentro...ainda bem,não havia ainda, e se existisse ...não tínhamos dinheiro para tal!
Mas mesmo assim ainda consegui a proeza de me espantar e desconjuntar psicologicamente num arrufo tolo com o meu pai quando percebi que apesar de alguma idade ,vivendo na altura em minha casa ,tendo já sido ele vitima de dois AVC,e sendo uma situação degenerativa,o meu pai gostava de ver revistas com soutiens...!
Parva que fui ,ele só estava a ser gente ...e feliz!
Caso para dizer de mim própria "até tu tolinha!!"!
Depois de ter sido alvo de paixão há alguns anos atrás por parte de um senhor de muita idade,e tendo esclarecido o mesmo de que gostava do senhor como se fosse meu avô (num laivo de pretensa sabedoria minha)afastando-me do mesmo porque não soube lidar com a aflição que me provocava ver alguém tão "velhinho"deixar-me flores todos os dias no portão da casa onde eu trabalhava!Falando depois com um cientista da "Mente",fiquei esclarecida de que ,o que envelhece no ser humano é o corpo,e que por dentro amadurecemos,mas somos sempre umas almas prontas para se apaixonar,amar,sofrer de rejeição,solidão ,incompreensão e imensa paixão!
Quando penso sobre este assunto á luz de alguma consciência e informação,percebo as atrocidades que os filhos adultos cometem com os Pais ,privando-os até de pensar em amor!
Iludem-se aqueles que não aceitam que fazem filhos com a mesma paixão que os pais os fizeram a eles ...
Iludem-se aqueles que pensam poder comandar a vida sentimental dos mais velhos ,só porque são mais novos e pensam que decidem o principio e o fim do carácter dos progenitores...
Iludem-se aqueles que fecham os olhos á verdade...
E a verdade (penso eu ,claro)é que enquanto houver um resquício de raciocínio no ser humano ,há sentimentos...e o amor ...e o sexo ...fazem parte desde o principio até ao final da sua existencia!
Deixem amar os pais...
Deixem amar todos aqueles que já avançaram na idade ,mas que por dentro continuam inteiros,vivos,a florescer sentimentos todos os dias enquanto respirarem...
Pretensão estranha esta de que só os novos "são"qualquer coisa de digno,e que os mais velhos são umas "coisas" de trazer por casa!
A minha mãe tem sessenta e oito anos ,e amiúde lhe peço que se apaixone,que deixe o amor avançar na vida dela...
O meu pai infelizmente já não está neste "mundo"terreno,mas sei que depois da querela das mamocas e do soutien ainda se apaixonou muito,se calhar muitas das vezes só confessou aos seus botões,mas decerto que em muitos momentos lhe deu força para mais um pedaço de vida!
Este País não é para velhos já diz o titulo do filme,que nem sequer é Português ,mas que cabe tão bem ao nosso País,em tantos sentidos...
Como eu há muitas outras pessoas ,que pensam da mesma forma...
Os nossos pais tem "pipis",cérebro...e coração para amar!

quarta-feira, 9 de março de 2011

Fichas Electricas ,"as Tomadas evoluiram"...

(Porque isto é para ser lido com bom humor por quem tiver vontade de perder tempo...aviso desde já que substituí os "Pipis"masculinos e femeninos por artigos electricos )
O sindrome das "Fichas Eléctricas e das Tomadas"...após tantos seculos e milénios ...continua por explicar!
Á noite naquela estrada escura,onde os carros passam apressados no retorno a casa,fico á espera do Autocarro sentada,e dou asas ás minhas reflexões...
Ás vezes gostava que fosse possivel fotografar os meus pensamentos e guardá-los,para depois os esmiuçar,e "desintrincá-los"...(falta de humildade)!
Dei por mim a recordar a frase de um amigo há uns dias-"Tu complicas as coisas..."...
No inicio do mundo nós"Tomadas"eramos tomadas de assalto,pois se queriamos ou não deixar-nos possuir pelas "Fichas Electricas"era irrelevante,porque alguém se lembrou de que não serviamos para mais nada senão "dar á luz","propagar a espécie",ou simplesmente ser submetidas pela força das ideias estrambolicas da época,porque era muito masculino tal coisa!
Hoje as "Fichas Electricas" pensam que as "Tomadas"servem exatamente para as mesmas coisas ,mas com uma abordagem mais elaborada,mas nem por isso mais inteligente!
Eu sou uma "Tomada",que não tem muito o hábito de confraternizar com as "Fichas Electricas"só porque tenho orificio que pode ser preenchido...
Depois coloca-se uma questão importante também,nós deixámos de dar á luz de cada vez que nos entrelaçamos electricamente ,mas não deixámos de ter corrente ...e de perceber que nos "iluminamos"em ondas magneticas de prazer!
Nunca sou de fazer juízos das "Tomadas "alheias nem das "Fichas Electricas"porque felizmente cada um pode fazer uso a seu belo prazer...e é por aí que a coisa "complica"...
Eu não tenho que "fornecer corrente" só porque é colorido tal tipo de "dating",porque ...há quem consiga "iluminar-se"com alguma facilidade...mas eu tenho que ter primeiro intimidade...emoções ,sentimentos...
Não me apetece "saír da parede "e ir como louca confraternizar com todas as "Fichas "com que me cruzo...
Não sou antiquada,muito pelo contrario até bem modernaça daí achar que finalmente podemos "iluminar-nos" com quem escolhemos sem sermos tomadas pela força...
Podemos ser selectivas e fazê-lo com paixão...
Eu acho que não complico nada...as "Fichas Eléctricas " é que ainda não perceberam a questão...
Como diz a minha irmã"isso é muito á frente"...
Se por este andar me vou tornar numa "Tomada" aborrecida,surumbatica,e quezilenta,até pode ser que sim,mas de momento ainda continuo a acreditar que eu "Tomada"evoluí,percebi como funciono,e como gosto de cuidar das minhas "iluminações"não deixando a cargo de qualquer "Ficha" anterior ao Homo Sapiens !
Isto é complicar?!
Como gosto de "escutar" as mentes masculinas...
Como continuam a temer a sua performance...
Deixem de duvidar das vossas capacidades e raciocinem sem estigmas do passado...
Com Amor a "iluminação é mutua"!

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Pinto a musica nas gotas de chuva,
com tonalidades da paleta da minha alma...
Pinto as minhas duvidas de verde,
porque o cinza é tão dejà-vu ...
Pinto as regras que desobedeço,
com cores garridas,
porque as regras tolas...finjo que não lhes conheço a cor..
O amor?
Sentimento ingrato,
não me deixa pintá-lo,
e tenho tantas cores para lhe dar...
mas ele foge,
tem medo,
assusta-se com a verdade que lhe falo...
E então visto-me de tela,
pincelando a óleo as sombras mágicas da tristeza,
as nesgas de luz da minha esperança,
e o colorido bom do meus sonhos ,
que guardo dentro de frasquinhos,
e destapo de vez em quando,
para fazer brilhar os meus olhos...
que choram e riem com gotas de chuva
e um doce sabor a notas de musica!

domingo, 6 de fevereiro de 2011

O verbo "ser-coragem"...e o labirinto...

Gosto da soleira da porta,
onde me sento,de mãos dobradas a segurar o queixo,
como menina que vê a diversidade de um imenso mundo...
Gosto de olhar os olhos de quem passa,
há sempre um quê de ausente,
em quem afugenta fantasmas...
Gosto de gostar de gente,
que sorri porque faz sol,
que chora porque a beleza em tudo emociona...
Gosto do pelo dos gatos,
das lambidelas fiéis dos cães,
das formigas que carregam ordeiramente o pão...
Gosto de comer com as mãos,
de delicadamente juntar pedacinhos de alimentos alinhados na pontas dos dedos,
e mastigar ,sentir nas papilas o amargo, o doce...com todos os meus sentidos...
Gosto de olhar para o telefone e imaginar,
que um dia do outro lado vai sair de rajada um "chorrilho" maior que "o mundo",
de palavras doces ,
quentes,
meigas,
sem vergonha de me saber sentada como menina, na soleira da porta...
Gosto de imaginar que aquilo que sou, será suficiente,
que não precisarei de ser outra "coisa" qualquer,
porque o que trago cá dentro é uma historia,
que não pode ser mudada...
Gosto de me sentir verdadeira,
sem pudor das minhas ideias que caminham sempre um passo á frente de mim,
porque a minha vontade é partilhar,
sem que me achem demasiado qualquer coisa...a não ser ...doce...
Gosto de pensar que as saudades de mim poderão invadir,
o verbo "ser-coragem",
que se atreva a amar...este labirinto...
E que o espaço de tempo dessa saudade seja ...o de um beijo... antes de outro...
De um abraço antes do outro seguinte...

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Ninho de sentimentos doces ...na alma!

Perco-me no sonho,
neste doce emaranhado,
neste cálido atropelo,
não sei mais de mim...
Deveria talvez dizer-me não,
mas a minha garganta anseia por...um sim...
E macero os meus dias no suco,
da incertaza pura,
na certeza pura porém,
de que os meus sentimentos não comando...
Nada me obedece,
já perdi a solidez...
E ululo ,
e vergo,
ao sabor deste vento,
que me arde o pensamento,
que me atinge num arremesso...
que de tanto fugir e esconder,,
sem dar conta,
se instala de mansinho ,
fazendo devarinho ninho...na alma...
Pensei ter encarcerado as emoções...
Falsa fantasia minha...
Elas volteiam em meu redor,
fazendo eco de paixão dentro de mim...

sábado, 29 de janeiro de 2011

Escreve-me cartas de amor

Escreve-me "cartas de amor",
com as palavras mais ternas que conheças...
Porque a minha alma está despida delas!
Oferece-me uma rosa de petalas macias,
de caule sem espinhos...
Porque ás vezes sinto que nas minhas mãos já não há espaço para mais feridas!
Fala-me do tempo,
das chuvas,
do morno do sol no teu rosto...
Porque me apetece escutar-te ...a voz!
Senta-te comigo a olhar o mar,
assim...quedos na areia branca...
Porque me canso de fitar a linha do horizonte...sózinha!
Mostra-me as tuas mãos,
deixa-me desenhar-te uma sina...
Porque quero incluir-me ...nela!
Não me olhes nos olhos ,
a não ser que queiras "afogar-te" neles...
Porque preciso de imaginar que me vês...como se fosse a unica!
Abraça-me da maneira mais terna que consigas,
sem receio ,
apertado...
Porque me urge o teu toque ...o teu afecto!
Faz-me esquecer as regras,
corrompe-me o corpo,
tira-me o sono e substitui-o por ti...
Porque quero embriagar-me do teu cheiro...da tua pele...e fundir-me nela!
Mas escreve-me todos os dias cartas de amor,
porque as palavras ditas leva-as o vento...
Mas as palavras gravadas ,desenhadas,cunhadas de amor ...o tempo não apaga!

Quem sou eu

Minha foto
espreito pelo canto dos olhos a minha alma,ávida de encontrar "coisas"sobre mim que desconheço!

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