quinta-feira, 29 de julho de 2010

Deixa que te guie,pelo toque dos meus dedos...

Deixa que coloque o teu rosto ...entre as minhas mãos...
Deixa que a pele dos meus dedos...sinta a tua textura...a maciesa...
Deixa que o meu tatear suave percorra...as tuas sobrancelhas...as tuas palpebras...o teu nariz...os teus lábios...
Deixa que toque com a minha boca...a tua fronte...o teu cabelo...a pele do teu ombro...
Deixa que as minhas mãos resvalem com doçura ...para onde os meus sentidos ...as guiarem...
Permite-me que beije...todos os caminhos que as minhas mãos trilharam ...no teu corpo...
Permite-me ,por favor...assim quieto...quedo...que o meu amor te guie...
Deixa que te leve ...para onde as emoções se encontram...para onde o tempo e o lugar não exista...
Para onde te percas...comigo!

domingo, 18 de julho de 2010

Compressas de ervas medicinais com lágrimas que saram!

Sinto que me escondo do chôro,intenso ,sentido!
Sei que cá dentro se balançam em trepadeiras,notas escritas em papel memória ,pregadas com cola de suposto esquecimento!
No corpo aparecem-me as dores que mais não são que psicossomatismos de caminhos que trilhei ...empurrada pela minha rebelde maneira de ser!
Cresce-me na garganta uma vontade doida ,de berrar gritos estropiados plenos de revolta,que urgem saír para me adocicar,tranquilizar!
Mas eu sou branda...calma...pacifica!
Meço quase todas as palavras que pronuncio...para não magoar,porque conheço a dor que as letritas articuladas em sibilado ,e olhos de quem bate com uma tábua no corpo da gente...podem provocar!
Continuo a estender a minha mão...para acariciar um qualquer rosto sofrido!
Dar é sempre a melhor forma de colmatar ...o que se não tem...!
O nó na garganta ameniza quando fazemos sorrir os outros!
Mas não há heróis ...e eu não quero sequer o papel de heroina...sou simples e conmplexa demais para me prestar a tais desvarios de pretenciosismo!
Quero conseguir chorar de forma terapeutica...tenho feridas que precisam do unguento salgado das minhas lágrimas!
Quero chorar para aliviar,o cancro da minha mãe,a morte do meu pai,a maleita da minha perna,o amor de um "lobo do mar",que não sei se ainda sente por mim...o tanto que o meu amor sente por ele!
As lágrimas saram...como compressas mágicas de ervas medicinais,feitas por uma tribo de gente feliz!

Quem sou eu

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espreito pelo canto dos olhos a minha alma,ávida de encontrar "coisas"sobre mim que desconheço!

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